O desaparecimento da pirâmide




Since the former French president, François Mitterrand, commissioned the construction of a glass pyramid to be placed in front of the Louvre museum in 1984, the protests against it have been raging. The alleged reason for adding the building to a formally classic landscape was to alleviate the lines to get inside. The old palace couldn’t handle the flux of tourists any longer and so the Chinese American designer I.M. Pei was encumbered of the project. 



Desde que o ex presidente da França, François Mitterrand, encomendou a construção de uma pirâmide de vidro para ser instalada em frente ao museu do Louvre em 1984, os protestos contra o projeto tem sido ferozes. A razão alegada para a construção de uma instalação tão moderna em meio ao cenário clássico foi a de aliviar as filas na entrada do museu. O prédio antigo já não conseguia comportar o enorme fluxo de turistas e, assim, o designer cino-americano I.M. Pei foi incumbido da tarefa. 



Some people love it, some people (myself included) hate it. The Louvre then decided to call French artist JR, specialised in gigantic installation projects, to make the pyramid disappear, even if it’s only for a short while. In order to make this ambitious proposal come to life, JR pasted black and white pictures of the palace to the pyramids glass structure, creating an optical illusion. His work will be displayed until June 27th so, if you happen to be in Paris right now, go take a look. 



Algumas pessoas amam, outras (incluindo eu) odeiam. O Louvre então decidiu chamar o artista francês JR, especializado em instalações de grande porte, para fazer a pirâmide desaparecer, mesmo que apenas por um curto período de tempo. Para que esta proposta arrojada fosse possível, JR colou imagens em preto e branco do palácio por cima da estrutura da vidro, criando assim uma ilusão de ótica. O trabalho fica em cartaz até o dia 27 de junho. Portanto, quem estiver em Paris até esta data precisa passar pelo local para conferir o resultado.  



Kintsugi: Japanese Art



The legend goes that one day, the Japanese Shogun Ashikaga Yoshimasa sent a ceramic piece of his collection to China, in order to be repaired. When the object came back, the ruler was disappointed with the result and ordered it’s own masters to work on it again. 
The Japanese artists, filled with the principle of the impermanence of things, a doctrine of the zen buddhism, decided to embrace the piece’s flaws, understanding that it’s broken state was part of it’s natural trajectory through life. In order to give back it’s beauty, without erasing the history behind it, they decided to fill the gaps and cracks with liquid gold, coming up with the art of the kintsugi. 



A história conta que um dia, o Shogun japonês Ashikaga Yoshimasa mandou um objeto de cerâmica de sua coleção para a China, para ser consertada. Quando o objeto retornou, o Shogun - insatisfeito com o resultado - ordenou que seus mestres trabalhassem na peça novamente. Os artistas japoneses, imbuídos do espírito do zen budismo e sua teoria da impermanência das coisas, decidiram que era preciso aceitar as falhas no objeto - compreendendo que seu estado alterado fazia parte de sua trajetória. Para poder devolver a beleza da peça sem danificar sua história, os artesão decidiram preencher as rachaduras e buracos com ouro líquido. Assim nasceu a arte do kintsugi. 



Today, the practice has the stature of art in itself in Japan and the pieces that went trough restoration with this technique are way more valuable than ceramics in it’s original state. Take a look at the images selected by the blog and embrace that broken in beautiful. 



Home a prática tem status de arte no Japão e as peças restauradas com o uso desta técnica são bem mais valiosas que cerâmicas em seu estado natural. Dê uma olhada nas imagens que o blog selecionou e aceite que o imperfeito é belo.