quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A alma das cores


O fotógrafo alemão Christian Stoll se apaixonou pela alma das cores quando conheceu o livro "Wie Farken Wirken", da autora Eva Heller, que discute os efeitos psicológicos e o simbolismo das cores para a humanidade. Apaixonado e intrigado por este conceito, ele resolveu criar sua própria interpretação da capacidade das cores de alterar nosso humor e, como resultado final, descobrir quais os efeitos de cada combinação de nuances, bem como sua interpretação de determinadas emoções.





O resultado desta experiência é uma série de dez cubos de madeira pintados com matizes escolhidas cautelosamente pelo artista, a fim de exprimir determinado sentimento. Na verdade, a tradução dos sentimentos através da escolha das cores faz parte do trabalho de todos os artistas plásticos. A diferença da obra de Stoll está na crueza de formas e austeridade de distrações. Tendo como base apenas um cubo, somos obrigados a diferenciar um do outro apenas pelo contraste dos tons. Vale lembrar que o trabalho é pessoal e arbitrário e, embora inspirado pela ciência, possui apenas seu valor experimental e artístico, o que já é bom o suficiente. É interessante também observar os padrões culturais que emergem das escolhas de Christian. Reparem, por exemplo, que o artista escolheu representar o conceito de força com as cores de sua bandeira. O que as cores da bandeira do Brasil te dizem sobre o nosso país?


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Tokyo Fashion Week: O Norm Core Japonês


O Japão é um dos países mais enigmáticos da moda. Colocado no grande circuito de passarelas no anos 80,  conta com estilistas de renome internacional como Rei Kawakubo, Yoji Yamamoto e Issey Miyake. A moda do país, no entanto, é complexa e difícil de entender se não traçarmos um panorama do Japão como sociedade. Visto que por aquelas bandas a conformidade ainda é mais popular que a rebeldia (e vamos combinar que os japoneses não gostam de deixar trabalho pela metade: quando eles são rebeldes, são rebeldes de verdade) as tendências com pegada minimalista costumam fazer a cabeça dos consumidores locais.



Há dez anos, o Japão ainda sofria com a febre das logomarcas, uma questão que agora existe com menos intensidade por ali. Pode-se dizer que o mercado consumidor japonês amadureceu e a febre do exibicionismo foi despachada para a vizinha China. Durante a última semana de moda de Tokyo, que acaba de acontecer, pudemos observar a emergência do minimalismo NormCore tomando forma nas ruas, ainda que adaptados a uma maneira bastante nipônica de se vestir, com formas e silhuetas gráficas, beirando o experimental.



Para ilustrar o panorama atual do Japão, o blog separou algumas imagens para te inspirar. Lembre que o resultado arrojado e inovador que veremos em marcas como a Commes de Garçons e a Kenzo nascem e buscam suas inspirações nestas fontes. É sempre bom ficar de olho!