sexta-feira, 22 de maio de 2015

Alerta de tendência: a Casa Valduga promete revolucionar a produção nacional de vinhos



Durante a colonização do Rio Grande do Sul, os alemães foram os primeiros a chegar e com isso se estabeleceram nas regiões de planície e de solo fértil. Coube aos italianos, que desembarcaram depois, os terrenos montanhosos da região que hoje conhecemos como Serra Gaúcha. A lição de história me foi dada por Juarez Valduga, um dos herdeiros e proprietários da Famiglia Valduga, uma história de sucesso de camponeses que começaram a produzir seu vinho há 140 anos e hoje podem se proclamar a maior vinícola familiar do país, tendo expandido suas operações para outros países e aumentado sua linha de produtos para fabricar também espumantes e produtos de delicatessen como sucos e geléias. 

Algumas imagens que contam a história do vinhedo. 



A família de Bento Gonçalves já está há 4 gerações no negócio, embora a projeção nacional tenha vindo de ônibus para o Rio de Janeiro em 1985, quando Juarez trouxe seus vinhos para uma exposição no São Conrado Fashion Mall. Naquele momento, a produção de vinhos secos no Brasil era quase nula e a Casa Valduga inovou e agradou ao apresentar este produto para os cariocas. Assim, toda a prole do já falecido Luiz Valduga esteve de volta à Cidade Maravilhosa 30 anos depois para comemorar o aniversário de 140 anos da vinícola. 

O vinhedo hoje: este é o espaço onde os vinhos já engarrafados passam por um processo de amadurecimento. 
Hoje, a visão empresarial dos três irmãos que herdaram o negócio da família expandiu a produção para novos rumos. Além de contarem com produtores associados de outras vinícolas familiares em países com larga tradição no cultivo das uvas como Portugal, Espanha e Chile, a Famiglia Valduga é pioneira no ramo do enoturismo. Somente no ano passado, cerca de 250 mil pessoas visitaram o complexo que abriga 5 hotéis, 2 restaurantes e a vinícola , que oferece visitas guiadas e degustações dos produtos da casa. O negócio não para de crescer e já deixou para trás nos números destinos famosos como a região de Mendoza, na Argentina. 

O vinho Luiz Valduga é uma homenagem dos herdeiros ao pai. Embora o rótulo ainda precise envelhecer pelos próximos dois anos (provamos a versão atual durante o almoço) ele já pode ser encomendado pelo site.


O objetivo dos produtores é trabalhar somente com rótulos de alta qualidade, passando longe do mercado dos vinhos de mesa. Um de seus chardonnays, o Leopoldina, foi premiado com o quarto lugar entre os cincos melhores do mundo num concurso na França. Juarez, que conseguiu instituir no Brasil a denominação de origem controlada e com isso apadrinhou produtos que nada tem a ver com o seu, como o queijo minas por exemplo, luta para estabelecer um nome próprio para os espumantes fabricados por aqui. A Espanha, que seguiu este caminho com as cavas, já é o maior vendedor da bebida no mundo. 

Menu do almoço harmonizado que a Casa Valduga ofereceu para seus produtores associados e para a imprensa. 


Quem deseja conhecer um pouco mais sobre os produtos pode fazer uma visita ao e-commerce da marca. Lá é possível encontrar os vinhos, sucos de uva (já existem inclusive opções enriquecidas com minerais e fibras) e geléias artesanais. É por ali também que pode-se obter mais informações sobre os passeios até a vinícola. Considerando a chegada do inverno e o preço do dólar, uma viagem à Serra Gaúcha está mais atrativa do que nunca. 

Alguns produtos disponíveis no e-commerce da marca. 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Tendência de beleza: Michael Baumgarten para a Vogue Italia


A beleza está nos olhos de quem vê. Este antigo ditado anda mais moderno que nunca no mundo pós globalizado em que vivemos. Hoje, com a relativa tolerância entre rostos, corpos e culturas, o que é lindo por aqui pode não estar fazendo tanto sucesso em outro lugar. Além disso, a miscigenação entre as pessoas de diferentes povos vai acabar dando origem a misturas que ainda não conhecemos. Apenas este dado tem o potencial de revolucionar o padrão de beleza que conhecemos. 




O fotógrafo Michael Baumgarten não acredita numa fórmula para a beleza tradicional e decidiu explorar este conceito através da colaboração com editoriais da Vogue Italia e Vogue China. Segundo a sua ótica, o que é esteticamente agradável ao olhar pode variar e o resultado das fotos, que contaram com a parceria do maquiador Thomas De Kluyver, retrata diversas possibilidades para o belo. Confira algumas imagens que o blog separou e comece a treinar seu olhar. No ritmo do mundo moderno, tudo que pensamos pode mudar numa questão de minutos.